Arquivo de McKinsey

Tsunamis e a economia

Posted in Economia with tags , , , , on 19 de junho de 2009 by Andrew Pieries

Passado quase um ano do estouro da crise internacional, algumas análises menos emotivas começam a surgir. Nada contra a parcialidade, mas a visão do meio do caos é sempre menos apurada. Além disso, por mais que digam o contrário, grande parte dos jornalistas econômicos não previu a chegada da crise.

Recentemente, um ensaio foi publicado pela Mckinsey Quarterly, escrito por Michele Zanini, chamado ‘Power curves’: What natural and economic disasters have in common. Compara a incidência e intensidade de desastres naturais e crises econômicas.

Ele aplica o princípio de Paretto, hoje bem conhecido pela Cauda Longa do Chris Anderson, a inusitadas comparações. Vale a pena ver os gráficos. Um deles compara as crises bancárias aos terremotos na Califórnia.

As conclusões do autor que devem ser guardadas com carinho são as seguintes:
– Faça do sistema a própria unidade de análise, ou seja, avalie o risco sistêmico.
– Não assuma que a situação está estável e faça análises com uma abrangência de longo prazo para estudar padrões.
– Crie modelos de negócios flexíveis.
– Aprenda com cientistas que estudam outros sistemas complexos.

Pelo visto, terremotos, incêndios e tsunamis não são objetos de metáforas à toa.

Alguém conhece a Kellogg’s? E a Post?

Posted in Marketing with tags , , , , , , , on 27 de abril de 2009 by Andrew Pieries

O timming não poderia ser mais adequado. Em razão da crise, as decisões de investimento em publicidade têm sido constantemente revistas  nas empresas. A estratégia de marketing defensiva, como muitos estão chamando a contenção de recursos na promoção de seus produtos, nada mais é do que o não movimento, deixa como está para ver como é que fica. A agressividade de conquista de mercado nesse momento pode fazer a diferença durante e após o término da crise.

Na revista New Yorker saiu um ótimo artigo sobre o assunto, veja aqui. Descreve decisões de marketing de empresas durante crise passadas. Para basear sua argumentação, menciona estudos da McKinsey e da Bain & Company específicos sobre o assunto.

Propaganda e aquisições são as principais formas de crescimento adotadas por empresas que utilizarama a crise para assumir a liderança de seus mercados.

Um dos casos citados é o da Kellogg x Post. Ambas dominavam o mercado de cereais em caixa. Era um mercado relativamente recente, no qual o público estava acostumado a comer aveia. Quando a depressão chegou, a Post cortou em propaganda. A Kellogg fez o oposto. Dobrou seu orçamento e divulgou intensivamente o cereal que estava lançando o Rice Krispies. Em 1933, mesmo com a economia em baixa, os lucros da Kellogg tinham crescido em um terço e assumido a liderança do mercado.