Alguém conhece a Kellogg’s? E a Post?

Posted in Marketing with tags , , , , , , , on 27 de abril de 2009 by Andrew Pieries

O timming não poderia ser mais adequado. Em razão da crise, as decisões de investimento em publicidade têm sido constantemente revistas  nas empresas. A estratégia de marketing defensiva, como muitos estão chamando a contenção de recursos na promoção de seus produtos, nada mais é do que o não movimento, deixa como está para ver como é que fica. A agressividade de conquista de mercado nesse momento pode fazer a diferença durante e após o término da crise.

Na revista New Yorker saiu um ótimo artigo sobre o assunto, veja aqui. Descreve decisões de marketing de empresas durante crise passadas. Para basear sua argumentação, menciona estudos da McKinsey e da Bain & Company específicos sobre o assunto.

Propaganda e aquisições são as principais formas de crescimento adotadas por empresas que utilizarama a crise para assumir a liderança de seus mercados.

Um dos casos citados é o da Kellogg x Post. Ambas dominavam o mercado de cereais em caixa. Era um mercado relativamente recente, no qual o público estava acostumado a comer aveia. Quando a depressão chegou, a Post cortou em propaganda. A Kellogg fez o oposto. Dobrou seu orçamento e divulgou intensivamente o cereal que estava lançando o Rice Krispies. Em 1933, mesmo com a economia em baixa, os lucros da Kellogg tinham crescido em um terço e assumido a liderança do mercado. 

 

 

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Faça a sua parte -A Hora do Planeta

Posted in Economia with tags , , , on 28 de março de 2009 by Andrew Pieries

Apague as luzes por uma hora, entre 20:30 e 21:30 de hoje, e mostre que você acredita que podemos mudar o planeta.

Cadbury’s e o fairtrade

Posted in Economia, Marketing, Vendas with tags , , , , on 9 de março de 2009 by Andrew Pieries

Fairtrade certificate? O que será que compreende isso? 

No caso da Cadbury’s Daily Milk significou dar condições mais justas de comercialização para seus fornecedores de cacau em Gana. Esse país africano, tem no cacau um dos seus principais produtos de exportação. O acordo com os produtores prevê o pagamaneto de um preço mínimo pela commodity, garantindo assim sua segurança frente as intempéries do mercado. 

A empresa planeja investir 45 milhões de libras nos próximos 10 anos, garantindo a sustentabilidade ecosocial da produção de cacau em Gana, India, Indonésia e Caribe.Veja o programa, extraído dos site brasileiro da Cadbury’s.

“Oprojeto tem as seguintes metas: aumentar a renda dos produtores de cacau, auxiliando na melhoria da qualidade dos grãos, e no aumento dos ganhos; introduzir novas fontes de renda, com a viabilização de pequenos empréstimos e o incentivo à cultura de outros produtos; investir no desenvolvimento da comunidade, por meio do auxílio à melhoria da educação, à implementação de projetos de biodiversidade e à construção de reservatórios de água potável e, finalmente, trabalhar em parceria, desenvolvendo um modelo pioneiro desde as suas fundações. Fazendeiros, governo, ONGs e agências internacionais vão trabalhar juntas para decidir como o fundo [disponível para o projeto] será investido, e para envolver organizações locais.”

As vendas de produtos com a chancela de fair trade não sofreram impacto nas vendas durante a crise, pelo contrário, vê aumentando, ao menos no Reino Unido. Isso é o que afirma a Fairtrade Foundation em matéria da BBC sobre o assunto. Leia mais.

Isso é especialmente relevante quando se avalia a cadeia de suprimentos como um todo. Se as vendas crescem, iniciativas como essa podem ser adotadas mais frequentemente como uma estratégia de negócios e não uma caridade. Além do mais produtores de cacau estão deixando as fazendas e migrando para as cidades, pondo em risco a longo prazo o fornecimento de matéria prima.

Casamento entre rede de hotéis e ONG

Posted in Marketing with tags , , , , , on 27 de fevereiro de 2009 by Andrew Pieries

Affinia Hotels é uma rede de hotéis que resolveu se envolver de cabeça em seu apoio a uma ONG. A Common Ground tem por missão acabar com a falta de lares, forncendo moradias a preços simbólicos para aqules que estão em dificuldades financeiras.

A ajuda é dada em várias frentes. Compreende suporte financeiro, programa de voluntariado dos funcionários, teinamento profissionalizante, doações de móveis e acessórios, levantamento de fundos e campanhas de divulgação do trabalho da Common Ground.

Uma das campanhas de marketing, a Winter Wonderland, prevê uma doação de 10 dólares em nome de cada viajante que agendar sua estadia no hotel até março.

Segundo o presidente da Common Ground “A energia, recursos e idéias trazidas pela Affinia e sua controladora, DHG, terão um grande impacto em nosso trabalho e missão”.

Impressionate notar que não apenas as estratégias de marketing estão entrelaçadas, como também a estratégia de crescimento e praças atendidas. Outro ponto que também deve ser destacado é a ajuda profissionalizante, sem a qual seria bem mais difícial para aqueles que estão em situação de risco conseguirem uma nova chance.

Consumo engajado

Posted in Economia with tags , , , , , on 26 de fevereiro de 2009 by Andrew Pieries

Deixou de ser uma moda e já é um movimento social e econômico.

Virgance é uma start up de San Francisco, fundada por Brent Schulkin e Steve Newcomb. O primeiro se auto denomina um “road warrior turned activist” e o segundo “serial entrepreneur”. O nome da empresa vem de Star Wars – Episódio 1 e significa o nascimento de uma poderosa força da natureza que pode ser usada para o bem ou para o mal. Aparentemente, e para o bem de todos, eles não optaram pelo lado negro da força.

Uma de suas campanhas, 1 BOG, abreviação de “one block off the grid”, mobiliza propritários de residências para que adotem a energia solar um pedaço de cada vez. Eles se organizam em clubes de compras e procuram convecer seus vizinhos a seguir o mesmo caminho.

Outro de seus movimentos é o Mobcarrot. grupos de ativistas que compram de lojas que competem entre si para definir qual é a mais verde entre elas.

Como podem ver, não tem nada a ver com abraçar árvore, cantar kumbaya e culpar o capitalismo. Trata-se de um consumo consciente, engagado, mudando comportamentos de compra e por consequência os mercados. A empresa se define já na primeria frase como for-profit.

“Virgance is a for-profit company that takes new activism ideas and uses the power of online social networks to scale each idea into a large-scale, citizen-powered global campaign to improve the world.”

Para ler mais sobre o assunto visite o site, ou leia a matéria For-profit activism no The Economist de 29 de janeiro de 2009.

 

EUA em 6 palavras

Posted in Economia on 26 de fevereiro de 2009 by Andrew Pieries

O Freakonomics finalmente publicou o resultado da six-word motto, campanha para definir a atual situação americana em 6 palavras. Vi o campeão no blog Calor ou  Movimento? do Edu Longo, que aborda entre outras coisas educação financeira. 

Veja os finalistas. Meu predileto foi o sexto lugar. E o seu?

1. Consumption’s the Cure That Ails Us. (Submitted by Quin.)
2. We Will Get It Right, Eventually. (Herb)
3. We Are Too Big to Fail. (Jonathan)
4. The Streets Are Paved With CASH4GOLD.COM. (James)
5. Learn to Live Within Your Means. (Greg)
6. Wow, Can You Believe This Place? (Ms. FortuneRead more…

Estratégia de marketing do bem

Posted in Marketing with tags , , , on 25 de fevereiro de 2009 by Andrew Pieries

 A American Express resolveu destinar 2,5 milhões de dólares para os projetos sugeridos por seus clientes e votados por quem se interessar. O voto demonstra a inciativa com a qual o usuário mais se identifica e gostaria de ver ajudada. Em 2008, mais de 400.000 pessoas se registraram para participar do Members Project.

A iniciativa contempla inclusive ferramentas para marketing das iniciativas, como badges, widgets e banners. Assim, além de procurar a adesão de simpatizantes à causa para votos no site, a divulgação permite tornar os projetos mais conhecidos do público em geral, atraindo voluntários e doadores.

Belinda Lang, VP de Marketing da American Express, responsável pelo projeto, resume bem o sentimento “Ter a oportunidade de fazer marketing e ajudar ao mesmo tempo é uma ótima sensação.”

Se essa moda pega, vamos ter ações cada vez mais inteligentes, pertinentes sem preder o foco no resultado.