Tsunamis e a economia

Posted in Economia with tags , , , , on 19 de junho de 2009 by Andrew Pieries

Passado quase um ano do estouro da crise internacional, algumas análises menos emotivas começam a surgir. Nada contra a parcialidade, mas a visão do meio do caos é sempre menos apurada. Além disso, por mais que digam o contrário, grande parte dos jornalistas econômicos não previu a chegada da crise.

Recentemente, um ensaio foi publicado pela Mckinsey Quarterly, escrito por Michele Zanini, chamado ‘Power curves’: What natural and economic disasters have in common. Compara a incidência e intensidade de desastres naturais e crises econômicas.

Ele aplica o princípio de Paretto, hoje bem conhecido pela Cauda Longa do Chris Anderson, a inusitadas comparações. Vale a pena ver os gráficos. Um deles compara as crises bancárias aos terremotos na Califórnia.

As conclusões do autor que devem ser guardadas com carinho são as seguintes:
– Faça do sistema a própria unidade de análise, ou seja, avalie o risco sistêmico.
– Não assuma que a situação está estável e faça análises com uma abrangência de longo prazo para estudar padrões.
– Crie modelos de negócios flexíveis.
– Aprenda com cientistas que estudam outros sistemas complexos.

Pelo visto, terremotos, incêndios e tsunamis não são objetos de metáforas à toa.

AIG, AIU ou AIAIAI

Posted in Marketing with tags , , , , , , , , on 18 de junho de 2009 by Andrew Pieries

Outro dia estava falando sobre marcas que renovam suas identidades visuais.  Essas mudanças servem para refletir os novos posicionamentos das empresas. Podem contemplar as novas aspirações da empresa, ou simplesmente uma adequação aos novos tempos, em forma de design. Trata-se da marca figurativa.

Estamos acostumados a ver uma mudança que vai do bom ou médio em direção ao ótimo. O que acontece quando se sai do péssimo para a camuflagem? Veja o caso da AIG, alterou a marca nominativa. Seu nome não podia estar mais em baixa. Agora, suas operações estão funcionando sob a sigla AIU!

Os problemas financeiros não são poucos,  precisar de US$180 bilhões do governo é uma encrenca e tanto. Tentar convencer seus executivos a devolver US$165 milhões de bônus distribuídos, também não é nada fácil. Agora para tentar convencer os clientes e prospects a fazer negócios nesse cenário, com a imagem de vilão da crise, haja relações públicas.

Um ponto que é de fundamental importância nessa história, tem sido alvo de constantes debates -a mensagem.  O público acredita que os bancos são os grandes culpados pela crise e gostariam de ouvir um pedido de desculpas. O mea culpa seria um ingrediente indispensável para o processo de cicatrização do relacionamento entre bancos e opinião pública. Do lado dos bancos a estratégia de comunicação têm procurado falar de futuro. Queremdeixar para trás o ocorrido e  se mostrar como os agentes que podem ajudar a todos a melhorar a dura atualidade.

Quando parece que não dá para piorar mais, descobrimos que dá. Qualquer gasto com propaganda dos bancos é extremamente mal vista pela opinião pública. Tentar se reposicionar assim, não vai ser nada fácil.

Essas fizeram água.

Posted in Economia with tags , , on 18 de junho de 2009 by Andrew Pieries

trans0609largestbankruptciesAlgumas informações, por mais que a gente tente abstrair, só vendo de forma gráfica para conseguir comparar. Veja esse gráfico em tamanho real na aqui, na Good Magazine.

Lehman Brothers, General Motors, Enron,…, estão todos lá. Para se ter uma idéia, a GM é o barco rosa, apenas médio, da direita.

O ranking das marcas – Nacional

Posted in Marketing with tags , , , , , , , , , , , , , on 15 de maio de 2009 by Andrew Pieries

O relatório Brand Z, produzido pela Millward Brown, contém também alguns relatórios regionais. Um dos relatórios regionais foi o das marcas do Brasil. Aliás, o Bradesco foi a primeira marca nacional a entrar no ranking mundial top 100, em 98 lugar.

Existe uma evidente concentração de marcas de bancos. Entre os 10 primeiros lugares temos 4 Bancos. Representantes de cosméticos, energia e alimentos. O ponto alto, 3 marcas de cervejas para mostrar que ainda somos humanos.

Veja o ranking nacional completo, com 40 marcas:

1 Bradesco
2 Itaú
3 Banco do Brasil
4 Skol
5 Natura
6 Petrobras
7 Brahma
8 Antarctica
9 Unibanco
10 Perdigão
11 Vivo
12 Oi
13 Porto Seguro
14 BM&FBovespa
15 Vale
16 TAM
17 Sadia
18 Embratel
19 NET
20 Lojas Americanas
21 Embraer
22 Ipiranga
23 Gol
24 Cyrela
25 Extra
26 Havaianas
27 Pão de Açúcar
28 Amil
29 Lojas Renner
30 Gerdau
31 Bombril
32 Weg
33 Ultragaz
34 Localiza
35 Batavo
36 Sul América
37 Anhaguera Educacional
38 Shopping Iguatemi
39 Gafisa
40 Usiminas

Ranking mundial das marcas

Posted in Marketing with tags , , , , , , , , , on 12 de maio de 2009 by Andrew Pieries

A Millward Brown todo ano lança um relatório, chamado Brand Z, que lista o ranking das principais marcas do mundo. Sua metodologia envolve análises financeiras e pesquisas de mercado, por isso só aparecem no ranking empresas cujas informações são abertas. Se quiser conhecer mais sobre a metodologia, veja aqui.

Ranking 2009 1-50

Ranking marcas 2009 51-100

As principais tendências identificadas pela própria Brown com a análise do ranking são as seguintes:

Valor — Marcas que representam valor pelo preço que se paga ou a qualidade a um preço aceitável, tiveram um bom desempenho. Por exemplo Wal-Mart e ALDI.

Auto-indulgência — Como ninguém é de ferro, as pessoas procuram se permitir mais vícios em épocas difíceis. Exemplos: McDonald’s, Marlboro e Budweiser.

Consumo caseiro – Como em toda crise, a preferência por itens a serem consumidos em casa aumentou.Como exemplo, citam Amazon, eBay, Nespresso, Nescafé e os games.

Wireless — A riqueza de usos, devido à forte popularização de aplicativos e aparelhos, como IPhone e Blackberry aumentou em muito a demanda por serviços de dados, levando essas empresas ao ranking, como a Vodaphone.

Revitalização de marcas

Posted in Marketing with tags , , , , , , , , , , , , on 11 de maio de 2009 by Andrew Pieries

A Function, empresa de webdesign, colocou em seu blog sua lista das 50 melhores revitalizações de logomarcas. Muitos exemplos de como a as marcas se adaptaram ao longo do tempo, seja para refletir melhor seu posicionamento de mercado, ou simplesmente para atualizarem-se. Têm várias coisas muito legais. Aqui eu apresento as 10 top.

01. AT&T Inc.

This is an ideal example of how a subtle upgrade can make a huge difference.

AT&T

02. BP Garage

A completely different direction and modern feel. A huge improvement!

BP Garage

03. Sprint

Looking at the old sprint logo it’s obvious a re-design was needed.

Sprint

04.  Mindshare

A great find via Brand New. Great use of colours & typography.
Mindshare

05. Mustang 2010

The current 2009 Logo, compared to 2010. Subtle improvements, but wow so much more aggression! Source: AutoBlog.
Mustang

06. Adobe Photoshop CS4

Adobe has come a long way in a short time, I like the way things are going.
Photoshop

07. Discovery Channel

Probably one of my favourites. Really love the placement of elements.
Discovery

08. Fanta

The old can really does look dated compared to the new look.
Fanta

09. Johnsons Baby

Not one of the obvious choices, but I love the softer approach.
Johnsons

10. Fiat Bravo

Yeah that’s right, a car made it into the list. A great example of a successful redesign, and Fiat’s recent sales figures prove it. Plus I drive this car, so a very biased choice!
Fiat

Dica da Débora Almeida no To The Top

viaFunction Web Design & Development [ Blog ] » 50 Stunning Examples of a great redesign: My Top Picks.

sales

Posted in Vendas with tags , , , , on 6 de maio de 2009 by Andrew Pieries

Impressionante a capacidade dos americanos  de se especializarem em alguns assuntos. Com marketing e vendas a coisa não poderia ser diferente. Muito pelo contrário, Wendy Weiss apresenta-se como a Rainha do Cold Call (nunca vi uma boa tradução, mas já vi usarem chamada de captação). O cold call é aquela chamada que o profissional de prospecção de vendas faz para um potencial cliente, que não solicitou uma interação do fornecedor e, por isso mesmo, não está esperando a ligação.

Veja algumas de suas 10 dicas do que não fazer em um cold call e tire suas conclusões se ela merece a coroa, ou não. Eu achei justo.

1. Não entender o objetivo da ligação.

Se você não sabe o que percepção e ação espera de quem está do outro lado da linha, não pode esperar que ele entenda.

2. Enviar material desnecessariamente.

Muitas vezes o prospectado pede para você enviar material apenas para poder desligar logo o telefone. É importante saber a real razão da solicitação de material. 

3. Falta de etiqueta ao telefone

Mascar chiclete, comer, escutar música, papo furado,…, isso é razão mais do que suficiente para seu cliente se desinteressar de você.

4. Incapacidade de escutar.

Saber escutar o que o cliente tem para falar é mais importante do que o que script que você está seguindo. Só assim você entender o que ele precisa.

5. Projetar seus medos no prospectado.

“Fulano está em reunião” não significa “Ele não quer falar com você”. Não tente concluir negativamente as as entrelinhas. Elas podem simplesmente não existir.

6. Não questionar, ou perguntas inapropriadas.

Quando estiver escrevendo seu roteiro, escreva as perguntas que precisa ver respondidas e aquelas que gostaria de ter respondidas. Comece obviamente pelas primeiras.

7. Despreparo.

Você tem entre 10 e 30 segundos para prender a atenção de quem está do outro lado da linha. Estar preparado aumenta suas chances de aproveitar sua janela de oportunidade.

8. Não fazer a solicitação.

O medo pode levar você a não pedir o que quer. Se você ligou, foi para pedir alguma coisa, vender, marcar uma reunião, convidar para um almoço, etc. Não desligue sem pedir.

9. Criar objeções onde elas não existiam.

Se a ligação começar mal, se prepare pois as barreiras serão levantadas por quem está do outro lado. Se todos levantarem barreiras, provavelmente o que você está oferecendo não é interessante.

10. Não apresentar o seu valor para o prospectado.

Você tem que ter algo de valor, pelo ponto de vista do cliente, para oferecer. O WIIFM (What’s in it for me?) é a razão pela qual o seu cliente vai te escutar. Isso deve conduzir a conversa.

 

Para conhecer mais visite http://wendyweiss.com/blog/

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